sexta-feira, 4 de março de 2016

Cafeina

Varginha, 4 de março de 2016;

Não, este não é meu primeiro relato nessa nova selva de pedra. Acredito que esse seja o 4° ou 5° fragmento e este chega carregado de cafeína e cansaço.

A semana finalmente chega ao seu fim. Infelizmente não da maneira imaginada, mas chega.
Estremeço recordar os últimos acontecimentos.
É difícil ser racional e frio. 
É difícil não perder o chão.

A sexta-feira avançou em uma velocidade violenta, a escuridão da noite chegou e se instaurou em uma velocidade extremamente alta e a produção gerada não foi a mesma que a planejada.
A semana não seguiu o script planejado.

Mais uma vez estremeço. A lembrança da madrugada dessa segunda-feira voltam a dominar a minha mente e é impossível não sentir um vazio dominador.
Mas nada é perpétuo, tudo é temporário e com o avançar desse dia recebo boas notícias.

"Cada um se mata como pode", alguns se drogam, outros dirigem como loucos, como não tenho nem dinheiro muito menos carro, bebo café.
Uma, duas, três canecas transbordando de café quente e forte não é mais o suficiente. É necessário algo mais forte e intenso, é necessário a solidão.

É estranho e eu entendo o espanto, mas as vezes só o silêncio é capaz de resolver e responder algumas perguntas. É preciso ficar sozinho, se "isolar" por alguns dias, se faz necessário dias sem se arrumar, sem arrumar cama e muito menos desculpas para sorrir.

A noite avança e agora são quase 22 hrs, e deixo para você uma frase de reflexão:
"As vezes se faz necessário o fato de não se defender das ações humanas, as vezes é preciso somente viver.

- Mariana Arantes

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