sábado, 5 de setembro de 2015

Olhares e suas verdades

Dia 05 de setembro de 2015;

Hoje é sábado, meu relógio marca 21:26 e para "variar" a casa está vazia. A voz de Lana Del Rey ressoa pelos quatro cantos do meu refúgio e relaxo meu corpo cansado com uma massagem mental e a luz verde do meu abajur.
Essa semana foi tão corrida que nem tive tempo de prestar atenção nas pessoas e nos fatos paralelos que ocorriam ao meu redor. Só acompanhei o entra e saí frenético de clientes da loja e a cara de sono dos meus colegas de curso. Mas hoje quando eu estava dentro do carro e já na estrada a caminho da minha cidade meus pensamentos me pegaram de jeito.
É tão estranho o modo como levamos os nossos dias, nossos desafios e nossa vida. Passamos nas ruas de diversos bairros e cidades, trocamos olhares convenientes (ou não) com dezenas de pessoas todos os dias, mas não exprimimos os sentimentos delas, não nos preocupamos com elas.
Quantas pessoas passam por nós carregando olhares de angústia, solidão, alegria, amor ou depressão? E será que algumas dessas pessoas também não desejam alguma atitude de carinho?
Sabe.. As vezes eu penso que deveríamos sair por ai distribuindo abraços e amor ao mundo.
Sem distinção e motivo. Afinal de contas não existe coisa mais bela e pura do que o amor gratuito.
Aquele despretensioso. Livre de preconceito. Leve e sincero.
A boca, o corpo, as ações e roupas podem esconder almas e sentimentos, porém os olhos sempre revelam a verdade. Revelam todo o sentimento resguardado em um corpo traumatizado pelos anos já vividos.
Tudo é revelado através do brilho de um olhar.
Sentimentos;
Medos;
Traumas;
Esperanças;
Amor;
Ódio;
Tudo. Tudo fica nítido ao se olhar com cuidado para uma pessoa. Para os olhos da alma.
Palavras não bastam. Roupas não bastam e talvez atitudes não bastem. Mas basta um olhar para que tudo fique bem.
Por hoje é isso. Até a próxima.



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