Assim como aquela visita não esperada, a inspiração me faz uma visita nessa terça-feira à noite,
Véspera de mais um dia corrido, porém preferi convidá-la para entrar.
Creio que não encontrarei a resposta para a questão tão cedo.
Quem dera eu pudesse ser o que as pessoas dizem que eu sou. Mesmo que ruim, mesmo que bom.
Aos que me julgam bom, não o faço o tempo todo, e aos que me julgam o oposto: péssimas notícias! Também não o faço o tempo todo.
Creio que não encontrarei a resposta para a questão tão cedo.
Quem dera eu pudesse ser o que as pessoas dizem que eu sou. Mesmo que ruim, mesmo que bom.
Aos que me julgam bom, não o faço o tempo todo, e aos que me julgam o oposto: péssimas notícias! Também não o faço o tempo todo.
Tenho uma grande vontade de, um dia, de fato, me descobrir. Talvez a experiência de vida me traga isso com o passar dos anos, ou me tire qualquer chance de tornar meu desejo realidade.
A ambiguidade fará parte integral desse texto, assim como faz parte de mim.
Pudera eu, ser "duas caras".
Não tenho duas, mas sim quatro, cinco.
Uma para cada área da minha vida, para cada hora, para cada situação.
E (in)felizmente as faço com perfeição!
Atuações genericamente autênticas fazem parte do meu dia a dia.
Percebo há cada vez que escrevo ou desenho algo que transpareço ser uma pessoa depressiva, ou perto disso.
Mas muito pelo contrário, tenho apenas um sentimento especial pela interrogação.
Uma vida sem perguntas, mesmo que em âmbitos pessoais, é uma vida sem sentido, uma vida muito cômoda, e o comodismo me incomoda.
Baseio meus atos em períodos inexistentes.
Passado e futuro me guiam frequentemente.
Me julguem cafajeste, louco, falso, ou seja lá qual for o adjetivo.
Mas prefiro parafrasear Raul Seixas em Gita, "Eu sou o tudo e o nada".
Autor Anônimo

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