Eu ouvi dizer que a felicidade era questão de escolha.
E não é que é verdade?
Escolhemos nossos caminhos, escolhemos nossos amigos, escolhemos como nos alimentar. Mas não podemos escolher as reações desencadeadas a partir destas escolhas.
A vida é feita de escolhas. Um dia decidimos usar nosso melhor sorriso para enfeitar o mundo do outro e em um segundo momento, escolhemos não nos importar mais com aquele outro.
Gosto de dizer que essas nossas constantes oscilações de humor seriam cômicas se não fossem trágicas.
Ontem eu acordei tranquila, preferi não me preocupar.
No meio do dia fui me moldando de acordo com as demandas energéticas. E no fim, bem... O fim você já sabe, afinal de contas ninguém aqui vive em contos de fadas.
(desabei)
Me deitei com o objetivo de dormir, mas meu cérebro continuava a trabalhar incansavelmente em busca de respostas.
-Que respostas?
Bem, ainda estou a procura delas.
Ainda ontem quando eu voltava para a minha (nova) cidade me peguei observando o movimento monótomo das pessoas em meio aos veículos e arranhacéis que iam se desvendando no horizonte a fora.
Estaria eu também caindo nessa mesma perspectiva de monotonia?
Confesso-lhes que este tipo de questionamento me causou certa aflição e até mesmo agonia.
Pois bem.
O universo não para por causa das "crises sentimentalistas" das pessoas, quem dirá das minhas.
Adormeci.
Despertei.
Mudei.
Mudou?
- Ora bolas! Conte outra!
- Sim! Mudei.
Entenda-me leitor, assim como o mundo muda constantemente, nós seres humanos também mudamos.
A cada fração de segundo envelhecemos, deixamos o tempo diminuir e assim permitimos o aumento na probabilidade do fracasso, frustração e monotonia.
Pessimista? - NÃO!
- Realista.
Quando assumo para mim que o tempo não evolui, apenas diminui, tenho adquirida a sabedoria do tempo.
Sabedoria de saber que agora tenho um tempo estimado em X para realizar um alfabeto inteiro de sonhos.
Sonhos meus, seus e de quem mais se permitir viver.
Mariana Arantes

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